Horizonte estreito
Por RedaçãoComo hoje é sábado, vale um pedido: prezados cabos eleitorais, ajudem os seus candidatos e não encham o meu saco. Coisa mais chata que há no mundo é ouvir um ser partidário tentando defender o indefensável. Fica pior quando se trata de gente nova na cidade, que não conhece a história, que não sabe do passado político de certas pessoas; melhor, do passado comum e das trapalhadas que fizeram.
Conheço pessoas que estão em Foz faz pouco tempo e que se interaram completamente sobre a cidade; trabalham duro por ela e entendem o processo cotidiano; no entanto, há quem não se esforce e sai por aí abrindo o bocão para falar bobagem.
Aqui eu escrevo o que observo. Tudo faz parte da minha opinião. Meu campo de visão, somado aos 30 anos na cidade, permitem a produção da análise isenta. Em geral, faço apenas um relato do que pensam muitas e muitas pessoas.
É que há candidato que não suporta a análise séria e verdadeira; prefere o confete, a serpentina, a puxação de saco. No lugar de trabalhar para convencer os eleitores, paga meia dúzia de escroques para fazer discursos nas esquinas, em padarias, botecos, salões de cabeleireiros e demais locais públicos. É a parte podre e ultrapassada da política, a de largar a cachorrada para denegrir os adversários e enaltecer quem paga.
Ontem presenciei uma situação assim num supermercado. Alguém começou a falar alto, praticamente gritando contra uma figura política. Uma situação descabida e que constrangeu muita gente. Perguntar ao caixa em quem iria votar e depois fazer confusão? Primeiro que é cedo, segundo que isso só tira voto de quem financia a situação e terceiro que a tentativa de indução já não é uma arma assim tão poderosa.
Para quem conhece o batente, o clima só vai mesmo esquentar lá por julho e agosto, depois dos candidatos definidos pelos partidos. Veremos um pouco de tudo: gente boa e experiente, novatos, um pouco de tudo. O eleitor deve ter calma e analisar; é um perigo antecipar resultados e morrer de paixão por alguém que pode decepcionar depois de eleito, como muita gente que conhecemos. Outra, o campo de análise deve ter um horizonte amplo e as pessoas precisam aprender de vez o que fazem os poderes, saber que o Legislativo é diferente do Executivo. Aqui entre nós, quem cria essa confusão na cabeça do eleitor muitas vezes é o próprio candidato, o que promete e não pode cumprir.
De todas as maneiras, as regras eleitorais estão muito ajustadas, tanto que beiram a mordaça. Quem não souber discernir entre o que é permitido e não, pode começar a preparar o bolso, pois a multa é algo de quebrar as canelas. A Justiça crê que é a única forma de coibir os abusos; imagino que se fossem tão duros assim no trânsito, não haveria tantas desgraças pelas ruas e estradas brasileiras.
Mudando de assunto, resolveu passar uns dias em Foz do Iguaçu a jornalista e amiga Samyra Nassar. Ela trouxe a pequena Júlia, de apenas 15 dias, para conhecer os avós. Claro, fui fazer uma visita, levei uma lembrancinha e olhei bem para o bebê para imaginar se puxou pela mãe. Sim, o mundo precisa se preparar no caso de haver duas Samyras (rs)! Que nada, a Júlia é uma fofura e aqui vão os parabéns de todos os colegas da Gazetinha. Samyra está morando em Maringá e está feliz da vida.
Hoje é dia de carneiro no buraco em homenagem à confraria que frequenta o Bar do Juca. Não, não será no famoso reduto que reúne tantos amigos. Resolveram fazer o carneiro em outro local, para mudar de ares de vez em quando. Eu, como não sou de mudar de barbeiro, jornaleiro e boteco, vou provar um pouco da iguaria e volto para esticar as pernas no bar de minha preferência, afinal, sábado é o meu único dia de lazer.
Falar em Bar do Juca, colocaram um semáforo naquela esquina. O estranho é que desde que existe Foz do Iguaçu nunca havia ocorrido um acidente com vítimas no local. Com o semáforo funcionando, em apenas três dias houve uma fatalidade: um veículo atropelou um motoqueiro e ele acabou não resistindo aos ferimentos. E o semáforo foi instalado a pedido da vizinhança exatamente pelo motivo de as pessoas passarem pela rua em alta velocidade. A cena foi chocante.
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23/02/2012