Testemunhas do tempo
Por RedaçãoEstá chegando a hora da verdade para o RTU – Regime de Tributação Unificado. A medida é muito boa para a região, mas pode não prosperar, caso as empresas não se inscrevam. Os paraguaios estão resistentes, em algum lugar imaginam que venderão menos com a medida, ou sofrerão algum tipo de barreira em relação às listas de produtos.
É complicada a tentativa de implantar uma medida altamente moralizadora em terra onde a maioria aprendeu a trabalhar na informalidade. Melhor, um informal quase que oficializado durante décadas. Mudar é difícil. Uma pena, o RTU desenvolveria um novo setor em Foz, abrindo espaço para a mão-de-obra ociosa.
Mas a notícia é que a aduana paraguaia está investindo em tecnologia e no dia que passar a cruzar informações com a Receita Federal brasileira não passará nem uma agulha de um lado ao outro da fronteira. Empresas que saírem na frente são as que possuirão as melhores chances de conquistar o mercado. A luta contra a informalidade é encarada como um esforço de guerra por muitos técnicos em Brasília.
O editorial da Gazetinha de ontem mencionou uma questão para se pensar: o que faremos com tantos idosos daqui a alguns anos? Pois é, a medicina avança e lança novas drogas, tratamentos, e vai descobrindo um modo de prolongar a vida humana no planeta. O negócio é começar a acreditar que o “idoso” não é “velho” e pode ser produtivo. Experiência e conhecimento contam e com vontade poderemos aproveitar uma legião de pessoas muito dispostas. Quem é que consegue viver de aposentadoria?
Dia desses assisti a um documentário de como os japoneses fazem. Marcam um dia e levam um idoso para a sala de aula. Idoso no Japão em geral tem mais de cem anos. Para quem não sabe, naquele país há mais de 40 mil pessoas com mais de cem anos, em atividades laborais. Pois bem, os velhinhos levam aparelhos e coisas do passado e contam como tudo funcionava. O contato é algo extraordinário para as crianças.
Não vamos longe. Itaipu lançou um programa onde aposentados estão trabalhando como guias e narram a epopeia que foi a construção daquela montanha de concreto. O programa é muito elogiado pelos visitantes.
Foz do Iguaçu tem um sério problema em conservação e elucidação de suas raízes. O tempo vai atropelando e jogando areia na produção e vida de muita gente. As pessoas e seus feitos são esquecidos muito rapidamente. O legado é algo importante quando se pretende construir uma base, um alicerce. Ouvir as testemunhas do tempo seria um bom começo.
Mas o verão e o calor estão levando a cidade para a beira do Lago de Itaipu. As margens ficam abarrotadas de gente e se encontra um pouco de tudo, desde simples banhistas até esportistas. Nos bosques, a fumaça do churrasco espalha o cheiro de carne queimada até Três Lagoas. Muita gente se queixa da esculhambação sonora, como uma porção de veículos com o som em altíssimo volume e tocando ritmos diferentes. A miscelânea é de endoidar qualquer caboclo.
Outra, há quem se queixe de anzóis e linha de pescar em locais de banho. Um perigo, levando em conta a grande frequência de crianças. Anzóis sujos e enferrujados são um passo para o tétano. Há também uma porção de bichos abandonados invadindo o balneário.
Fiquei sabendo do sucesso da Gazetinha Itinerante na Vila C. O espaço do Conselho Comunitário ficou lotado. A comunidade esbanjou simpatia, sobretudo com belas apresentações artísticas. Segundo um amigo, havia mais de 500 pessoas prestigiando o encontro. O projeto está de vento em popa. Inté.
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18/05/2012