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GAZETINHA PODE CHAMAR ASSIM QUE A GENTE GOSTA
Publicado: 17/02/2012 | 01:30

Sem exageros, mas é verdade

Por Redação

A Ecocataratas que faça um favor! Muita gente entendeu o totem na BR-277 como provocação. Ainda mais depois do fiasco de a cidade precisar retirar até uma árvore de Natal que embelezaria aquele trevo maldito. Não permitiram enfeite natalino de cidade turística, mas totem publicitário com ares de institucional pode. Afinal de contas, os turistas que chegam a Foz do Iguaçu pensarão estar num lugar chamado “Ecocataratas”. Como diria o FHC, “assim não dá, assim não pode”.

Foz é mesmo uma cidade sitiada, como escrevi recentemente. Todos os caminhos levam para territórios que estão no mapa, mas que não mandamos em nada. Ou são áreas federais ou fronteiras. No sul, o Parque Nacional do Iguaçu; no norte, a Itaipu; no sudeste, a Argentina; no oeste, o Paraguai. Por rodovia, a BR-277 e suas guaritas caríssimas e pelo ar, o aeroporto. Ninguém entra e sai sem bagagem revistada, sem mostrar identidade ou passaporte. Parece que é menos complicado conhecer a Coreia do Norte! Não exagera, Bonato!

Na base do humor, é possível vislumbrar que daqui uns tempos será possível entrar com ação para cobrar royalties da Receita Federal, mediante o valor do que é apreendido. Muita gente entende que pela falta de fiscalização, que durou décadas, atravessadores, muambeiros, formigas e demais atividades nas Zonas Primárias possuem direitos adquiridos. Há quem considere a atividade informal como “cultural”, tamanho o desleixo das autoridades quando a cidade passou a enfrentar o “ciclo das muambas”.

Se concluíssem as promessas, já ficaria de bom tamanho. Estou cansado de viver repetindo promessas como a segunda ponte, as duplicações das BRs, reforma de aeroporto e coisa e tal. Ao lembrar o assunto, um amigo pediu para cobrar a revitalização da BR-600 (Tancredo neves). A via suporta todo o trânsito pesado de quem frequenta a Unioeste, Uniamérica, Unila, PTI e demais entidades. Circula pela internet um mosaico de fotos macabras sobre os acidentes que acontecem lá. Deus me livre! Não deixem as crianças acessarem. É o tipo de coisa que não dá para ficar enviando para algumas pessoas.

As encrencas eleitorais começaram cedo em Foz do Iguaçu. No final do mês passado, colei em minha coluna um texto publicado pelo Ilimar Franco, que assina coluna em O Globo. Deu o que falar, e pra variar, Zé Aiex e seu partido, o PSOL, representaram contra este escriba e a Gazetinha, na Justiça Eleitoral.

Bom, de pronto, a magistrada titular da 46ª Zona Eleitoral dividiu a ação em duas partes, uma para a denúncia de “Divulgação de Pesquisa Eleitoral” e outra, na versão dos representantes, de “Propaganda Eleitoral Antecipada”. Uma das denúncias, especificamente a primeira, já bateu na trave. A doutora Trícia Cristina Santos Troian entendeu (ontem), que não cometi ilícito eleitoral, sendo assim, não terei que pagar uma multa de milhares de reais, conforme andaram espalhando, como sempre me condenando antecipadamente pelos blogs. A decisão garantiu o meu sagrado direito de livre expressão, que é salvaguardado pela Constituição. Cabe recurso, mas até agora 1 x 0 aqui pro papai. Ótimo trabalho dos competentes advogados Gláucia Ascoli e José Bento Vidal Filho.

As novas determinações eleitorais são uma saia justíssima, e na mesma coluna que motivou o processo, fiz questão de avisar que “não posso divulgar pesquisas antes que sejam devidamente registradas”. Em mais de 30 anos de jornalismo cobrindo e comentando eleições em Foz do Iguaçu, nunca fui processado ou condenado por falha ou ilícito na área eleitoral. É que há os que se sentem ofendidos até quando o assunto não lhes diz respeito. A lei diz que qualquer agremiação ou entidade política pode apontar prováveis ilícitos.

E o reinado de Momo começa hoje. Ele receberá a chave da cidade só amanhã, mas sei de festas em vários locais. A turma convida. Inté.

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