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Publicado: 22/02/2012 | 23:56

Circo dos Horrores

Por Redação

Por: Vera Vilma

Prática comum desde a Roma Antiga, o circo dos horrores parece que não terminou, haja vista, recentemente, as brigas entre emissoras de TV por alguns pontos a mais no ibope. Fazem dos programas das tardes de domingo, um verdadeiro vale-tudo de audiência, ultrapassando os limites do aceitável, do politicamente correto. Fausto Silva, Silvio Santos, Gugu Liberato, são precursores no retorno do circo de horrores, que ganhou impulso quando Globo e SBT passaram a concorrer, no mesmo dia e no mesmo horário com programas de auditório semelhantes. Gugu Liberato, para bater Faustão na audiência, retorna ao século XIX e traz para seu programa, com o objetivo de dinheiro e poder, o circo dos horrores, que tinham como atração homens-elefantes, homem com dois pênis, menina de quatro pernas, mulher pela metade, homem coruja, mulher barbada entre outros, e num simulacro de séculos passados, Gugu apresenta os irmãos mexicanos Fajardo, que são conhecidos como “Los Peludos”, por terem o corpo todo coberto por pelos, dando-lhe uma aparência de lobisomem O resultado foi uma rápida subida no ibope, de 13 pontos a 16, passando a alcançar o pico de 21 pontos.

Não satisfeito, na semana seguinte a equipe da Globo traz o cearense “Bocão”, que ganha a vida fazendo show nos semáforos de Fortaleza. Com 33 anos, tem a idade mental de um menino de 10 anos, graças a um problema de má formação cerebral. Tem esse apelido por carregar sua boca com bolas de pingue-pongue, ovos, copos de cachaça, 120 canetas, limões, alternadamente. Além de Bocão, Fausto Silva apresentou também o garoto Rafael Pereira dos Santos, portador da Síndrome de Seckel, que tem como característica a atrofia no crescimento e a microencefalia (cabeça pequena). Com a idade mental de uma criança de três anos, Rafael de 15 anos, que mede 87 cm e pesa 8 quilos, mal conseguia responder as perguntas do entrevistador e foi vítima de piadas e fez imitação desajeitada do cantor Latino. Não sabia cantar, dançar ou falar direito, estava no ar somente por que era pequeno e anormal e isso é “uma agressão” afirmou o vice-presidente de mídia eletrônica da Globo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho. (Continua na próxima semana…)

• Vera Vilma Fernandes Leite – vefele@hotmail.com

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