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GAZETINHA PODE CHAMAR ASSIM QUE A GENTE GOSTA
Publicado: 22/02/2012 | 23:57

Lazer, calor e assaltos

Por Redação

A tal gangue do maçarico não perdoa, nem a sede do Detran escapou. O grupo é audacioso, sobretudo pela escolha de alguns locais, como foi o caso da rodoviária da cidade. Não querem saber, invadem, amarram e prendem os vigias e adeus aos caixas eletrônicos ou locais onde possa haver dinheiro. Agora, numa madrugada de terça-feira, no meio daquela movimentação danada na Avenida Paraná por causa do carnaval de rua, perto das delegacias (PF, RF, PC)? Vai ver o grupo estava fantasiado, tipo “Irmãos Metralha” e por isso ninguém desconfiou. Pergunta: não há câmeras de segurança na rodoviária e no DETRAN?
 
Segundo as declarações gravadas e exibidas de um assaltante preso em São Paulo, o procedimento para assaltos assim é meticuloso. As gangues estudam os locais, a movimentação e a segurança. A primeira de todas as providências é saber se há monitoramento. Câmeras e gravações intimidam as ações. No caso de Foz, é o quarto suposto assalto do grupo.
 
É normal o tipo de notícia, mas sempre fico de cara quando leio algo sobre atividades de caça nas dependências do Parque Nacional. A cultura de caçar não desgruda do pensamento de algumas pessoas. Parece que não entendem as questões ambientais, as leis, a grande quantidade de animais em fase de extinção e mais, o esforço público na proteção da natureza. O problema não é apenas a caça e também o extrativismo da flora, com a derrubada do palmito e retirada de orquídeas e outras plantas. A Polícia Ambiental mostra serviço e isso ajuda a afastar quem de alguma forma depreda o local.
 
Bom, o parque parece que foi invadido de todas as formas, a começar pelos quase 32 mil visitantes durante o período carnavalesco. Para variar, as filas foram o motivo das reclamações. Fico imaginando o que acontecerá quando iniciarem o processo de construção das novas passarelas. Precisarão de muita organização para a realização das obras; levando em conta a grande quantidade de feriados prolongados em 2012. A interdição dos acessos será um problema.
 
Mas o povo quis mesmo é aproveitar o feriadão para o lazer. Devemos levar em conta que não mais que 10% da população brincam o carnaval e os outros 90%, o que fazem? Uma boa parte abastece a geladeira e fica em casa, os demais procuram clubes, pesque-pague, balneários privados, barranca dos rios e os terminais turísticos ao entorno do Lago de Itaipu. A prainha de Três Lagoas virou uma cidade, tal a quantidade de barracas, tendas e quiosques improvisados; tornou-se o paraíso da farofa. Houve quem levou a geladeira, televisão, aparelho de som, máquina de lavar roupa, cachorro, empregada e a sogra. (Nada contra as sogras).
 
Me contaram que lá pelas 11 da manhã, depois da primeiras talagadas de água que passarinho não bebe, todos resolvem colocar o som no mais alto volume e dá-lhe churrasco, gritaria e festa! No meio de tudo, muitos conseguem dormir em redes. A cachaça causa mesmo esse efeito relaxante, que faz o mundo girar (rs). Não dá para reclamar e nem botar defeito, ainda é o mais perfeito final de semana para milhares de famílias.
 
A estrutura do balneário deve melhorar e urgentemente. Os banheiros estão uma calamidade, ainda pelo fato de não possuírem portas onde estão os vasos sanitários. Nem bêbado senta lá se precisar fazer o número 2, por exemplo; recorrem ao mato, e é assim que o campo fica minado. A cobrança de uma taxa seria eficiente para a manutenção e ajudaria muito no controle da depredação e virtual esculhambação da prainha.
 
A reportagem da Gazetinha saiu pela cidade nos horários de pico do trânsito ao longo do feriado. Há trechos de congestionamento. Na tarde de domingo havia uma fila enorme e muito lenta entre do Hotel Panorama ao Carimã. No sentido oposto, para entrar na Argentina, a fila chegou alcançar as proximidades do Mabu. O setor mais complicado era entre o semáforo do Restaurante China e a Avenida Iguaçu. Quem é rápido no raciocínio e sai pelas paralelas se dá bem. Há trânsito parado, mas também não é aquela calamidade, a fila aos poucos vai andando, nem dá tempo de se estressar. Inté. 

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