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GAZETINHA PODE CHAMAR ASSIM QUE A GENTE GOSTA
Publicado: 22/02/2012 | 00:07

O ano de 2012 enfim começará?

Por Redação

Os dias de folia se foram, ainda haverá o rescaldo da contagem de pontos das escolas de samba do Rio de Janeiro, o saldo dos acidentes nas estradas, a limpeza dos locais onde a festa aconteceu e o enterro dos ossos. Levando em conta a imprudência, haverá de fato o enterro, o dos ossos carnavalescos e os de muita gente. Carnaval, bebida e volante de automóvel definitivamente são heterogêneos.

E para variar, dizem que o ano começa amanhã, na quinta-feira. Não, o povo prefere prolongar até a segunda-feira, dia 27. Atenção, atenção, este fevereiro é bissexto, vai até o dia 29. Mas ainda há quem acredite que o fenômeno – o de o ano começar de verdade – ocorra após a Páscoa. O meu ano, para variar, começou no dia 1º de janeiro, sem escapatória.

Claro que as escolas de samba de Foz estavam bonitas. Foi preciso um ano de jejum para o pessoal reciclar – a palavra correta é depurar – as agremiações e fazer a coisa acontecer. Em verdade, afastaram alguns estrupícios que só queriam saber de algazarra política e mamar no dinheiro público. As “escolas” que desfilaram constituem a essência de quem verdadeiramente gosta do batente; gente que trabalha e não fica perdendo tempo com a picuinha.

Sem ofensas, ainda vejo a situação de outra maneira: as “escolas de samba” em Foz ainda são blocos que procuram se fantasiar em alas e possuem instrumentos de percussão. É necessário muito incentivo até que se formem escolas de samba pra valer, com milhares de componentes. Tais recursos, se forem públicos, necessitarão retorno social, prestação de contas e não se faz isso de um ano para o outro. Devemos lembrar que depois de muita discussão e da substituição das laranjas podres em algumas escolas, os desfiles começaram praticamente do zero. O que venceu foi a experiência de quem esteve no comando em cada uma das entidades que desfilaram. Vai dar certo e chegarão lá, mas é necessário mais, em matéria de atenção contínua, dinheiro e sacadas para envolvimento comunitário.

No mais, sobre o carnaval, a Canja do Galo Inácio esbanjou organização e saúde para muitos foliões. Provei e a cada ano o sabor está mais apurado, sempre com ingredientes de primeiríssima e preparo muito cuidadoso. Os chefes de cozinha do Provopar e os voluntários começam a preparar toneladas de alimento duas semanas antes, adotando práticas higiênicas supervisionadas em todas as etapas. O evento não é mais como nos primeiros anos, com tudo feito no meio da rua, debaixo do sol ou de chuva.

De uma maneira ou de outra, a canja não perdeu sua principal essência, a de se manter como um evento carnavalesco, pela irreverência, história e tradição, e pelo lado solidário, o de sempre ajudar a uma entidade a cada ano. Parece pouco, mas os valores arrecadados e a atenção da mídia para a entidade beneficiada fazem muita diferença.

Com o fim do período de folia, pode ser que os políticos coloquem a cabeça para fora da carapaça. Apesar dos que arriscaram aparecer onde havia concentração popular, muitas figuras simplesmente sumiram na última semana. Vai ver atravessaram o feriado fazendo planos ou organizando uma arrancada. Segundo uma informação, nos próximos dias haverá movimentação em muitos partidos, com a abertura da agenda de reuniões e escolha de pré-candidatos.

Alguns partidos estão levando o assunto com muita seriedade, avaliando cuidadosamente a ficha dos filiados e, em alguns casos, pagando até pesquisas para apurar as possibilidades. Em geral, tais procedimentos ocorrem em siglas que possuem números consideráveis de militantes e inscritos. No entanto, há partidos que se conseguirem juntar o grupo todo não enchem uma perua Kombi. Mas o importante é participar, é democracia, independentemente do fiasco e intenções de vender candidaturas e as tantas armações que inventam para levar vantagem durante o processo.

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