Colunistas / espaco-g
Circo dos Horrores
Por: Vera Vilma Prática comum desde a Roma Antiga, o circo dos horrores parece que não terminou, haja vista, recentemente, as brigas entre emissoras de TV por alguns pontos a mais no ibope. Fazem dos programas das tardes de domingo, um verdadeiro vale-tudo de audiência, ultrapassando os limites do aceitável, do politicamente correto. Fausto Silva, Silvio Santos, Gugu Liberato, são precursores no retorno do circo de horrores, que ganhou impulso quando Globo e SBT passaram a concorrer, no mesmo dia e no mesmo horário com programas de auditório semelhantes. Gugu Liberato, para bater Faustão na audiência, retorna ao século XIX e traz para seu programa,…
Espectro
Por: Roberta Rodrigues Rafaela abriu os olhos, eram seis horas e trinta minutos da manhã. Levantou meio sonolenta ainda. Tomou um banho rápido, pegou a primeira roupa do guarda-roupa, tomou o café da manhã e foi para o trabalho. A manhã foi rápida, eram tantas coisas para fazer no trabalho que as horas voaram. Já eram quase três horas da tarde e ela ainda tinha diversas tarefas para fazer, mas preferiu começar pelo banco. O problema é que não encontrava vaga para estacionar o carro, já estava desistindo e indo direto para a estrada, porém milagrosamente uma vaga na frente da agência bancária surgiu. Sacou…
Relacionamento entre pais e filhos
Caros amigos, divido com vocês hoje um texto do meu pai e amigo, Edmilson Iareski. Espero que gostem! Até a próxima semana. Por: Edmilson Iareski Cada um de nós tem sua personalidade e seu caráter influenciado diretamente pelo meio em que vive, a forma como fomos criados, os traumas ou alegrias de nossa infância, principalmente pelo ceio familiar e ainda pela educação religiosa que recebemos. Estes fatores podem dificultar ou auxiliar na tarefa de criar e educar os filhos, vivemos hoje aquilo que chamamos de modernidade ou ainda pós modernidade, que confronta diretamente os valores familiares ensinados, de um lado isso levou a sociedade a…
FAZ-DE-CONTA (III)
Por: Ildo Carbonera Nesses últimos tempos, morreram Brizola, Jefferson Peres, Ruth Cardoso, Paulo Renato, Sócrates e tantos outros. Diariamente, pelos mais diversas motivos, a morte assombra os lares brasileiros. Além do egoísmo, disfarçado de individualismo, do stress, da parada gay, do cartão cidadão, a Modernidade estabeleceu novas formas de morrer. Até alguns velhinhos aderiram ao crack como forma de antecipar o “momento derradeiro”. Nas duas primeiras linhas, temos cinco brasileiros que já morreram. Quantas dessas mortes foram motivo para festas, comemorações e brindes? Nenhuma? Ah, espera aí! Em nome de uma censura muito bem disfarçada, surge uma nova pergunta, que também não quer calar: Ao…
Os metros
Por: Luiz Henrique Dias Talvez se soubesse que o telefone tocaria bem no momento de mergulhar no fluído do fim, Aparecida não tivesse pulado. Agora, pensava, teria que viver por cinco longos segundos com a vontade e a curiosidade de saber quem ligava “justo agora”. Contentava-se apenas ao concluir que nada adiantaria saber. Era melhor, conclui, esperar o fim. Raquítica, cabeluda, banguela do canino esquerdo, manca da perna direita, filha de Deus e irmã da mulherada da Várzea, ela andava para lá e para cá com sua veste longa e recatada, indumentada de uma bolsinha de veludo e sempre de rasteirinha de couro. Era mãe…
Uma Bela Toalha Triste
Por: Gabriela Keller Heitor levantou-se vagarosamente da poltrona e, de olhos fechados na tentativa de sentir-se em um lugar diferente, tateou os ornamentos da porta, que pareciam sempre outros sob seus dedos. Podia sentir o cheiro adocicado esgueirando-se pela fresta e se instalando em sua cabeça, que – sabia – logo começaria a latejar. Ao abrir a porta, pôde ver Sônia abraçada a um pequeno livro de capa escura. O perfume enjoativo combinava com a pele muito branca e as pálpebras alaranjadas, que ela movia freneticamente em busca das palavras certas para iniciar uma conversa. Ele afastou-se da entrada para que Sônia entrasse com sua…
“Eu te amo…”
Por: Roberta Rodrigues Alguém sabe explicar o que é o amor? Vários poetas, autores, músicos e tantas outras pessoas já tentaram. Porém até hoje não achou nada que pudesse explicar ao certo o que é e como é sentido. Na maioria das vezes descrevem como borboletas no estômago, uma felicidade sem explicação, coração acelerado, mãos soando, os pensamentos pertencem a aquela pessoa… Mas o que é o amor para você? Como você sente que ama? Como teu corpo reage? O que faz para demonstrar o que sente para a pessoa amada? Eram os questionamentos que Serena vinha fazendo constantemente. É estranho, porque ela sabia que…
O ABRAÇO DA MONTANHA
Recebi este texto de um amigo muito especial e gostaria de compartilhar com os leitores desta coluna. Abraços, Vera Vilma. Por: Antônio José Corrêa Hoje, no único dia que há, a montanha estava fria! Não como sempre, mas com um frio especial, que entrava pelas camadas do anorak, atravessava a camada mínima de gordura que seu corpo esguio apresentava e batia lá dentro, doído. Havia anos que ele subia aquela montanha. não que fosse uma montanha especialmente bela, belas todas são, nem especialmente fácil ou difícil. Simplesmente era a montanha que seu filho mais gostara. Com o tempo, se tempo houvesse tido, seu filho…
Qual a minha missão?
Por: Mickaell Iareski No mês passado me dediquei a ler o livro O Monge e o Executivo 2 e, algo me despertou bastante atenção. O autor fez um comentário sobre Madre Teresa, Jesus Cristo e Gandhi que me levou a refletir profundamente sobre missão. Para que nossa comunicação fique mais facilitada vou definir um conceito para a palavra missão, nesse texto ela vai representar o motivo pelo qual você foi criado na singularidade do seu ser, algo que você foi selecionado para fazer nesse mundo e que nenhuma outra pessoa poderá realizar por você. Entendo que como seres humanos necessitamos de um significado para realizar…
A LEI DO SILÊNCIO
Por: Ildo Carbonera Quando era jovem, tinha alguns medos. Hoje, cinquentão, professor universitário e doutor em Letras, enfrento medos diferentes, muito mais ameaçadores. Nos tempos da faculdade, víamos os inimigos, os propagandistas da censura, do controle, da ameaça. Tínhamos medo de levar alguma cacetada nas nádegas, nas costas, na cara. Hoje, é difícil saber se a mensagem é de ignorância, inveja ou ódio. Por que esta introdução? Porque, hoje, os inimigos não são vistos pelas ruas, praças, estádios; não usam farda, algemas, cassetetes, fuzis… Você sabia que eu já imaginei centenas de crônicas, todas elas censuradas? Eu sei! Não há censura no País! Claro, é…